sexta-feira, 27 de maio de 2011

A misericórdia de Deus


Nenhum homem merece a misericórdia de Deus. Nenhum homem pode reclamar a misericórdia de Deus por mérito. As Escrituras concluem: “... pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23).
As Escrituras do Velho Testamento mostram repetidamente os pecados do povo com afirmações tais como “nós pecamos,” “eu pequei” e “pecamos contra o Senhor”. João diz: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:10). E nos é dito, “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio” (1 João 3:8).
O pecado é definido como “transgressão da lei” de Deus, revelada nas Escrituras (1 João 3:4). O povo do Velho Testamento tinha uma lei, dada por Deus através de Moisés e dos profetas. Ninguém guardou a lei, e pecou ao transgredi-la. O povo, agora, vive sob a lei do Novo Testamento dada por Deus através de Cristo, do Espírito e dos apóstolos. Quando deixamos de segui-la, pecamos, ao transgredi-la.
Tiago conta-nos os passos que conduzem ao pecado. “Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1:14-15). O homem peca porque deixa de resistir às tentações do diabo e, assim fazendo, viola a lei de Deus.
Este processo de sedução começou com o primeiro homem e a primeira mulher, pelo diabo (Gênesis 2:3), e continua até o dia presente. O homem foi, e é, culpado diante de Deus, e Paulo diz, “... naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo” (Efésios 2:12).
Você percebe por que precisamos apreciar a misericórdia de Deus? O homem não tinha esperança de nada além da culpa do pecado. Ele era impotente para livrar-se do pecado porque não podia resistir às tentações do diabo. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Romanos 5:8-9). É-nos dito que, sob a nova aliança, “... para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Hebreus 8:12). Agradeçamos a Deus por sua misericórdia. Mas lembremo-nos que ainda que agora tenhamos esperança através de sua misericórdia em Cristo, ainda podemos pecar. A misericórdia de Deus não é incondicional. Assim como mostrou misericórdia a Israel e depois tirou-a, por causa da desobediência, ele nos promete o mesmo.
Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:26-31).
Conhecendo a misericórdia de Deus, bem como nossa fraqueza da carne, advertimos a todos: “... guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Judas 1:21), e a que “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:16).

“Tenho algo a te dizer”

“Tenho algo a te dizer”
A parábola de Jesus dos Dois Devedores (Lucas 7:36-50) é calculada para ajudar um fariseu profundamente crítico a ver-se em contraste com a mulher de má reputação que acaba de escandalizá-lo ao ungir os pés de Jesus. O Senhor é o único na sala do banquete que não olha espantado, em silêncio aturdido, a mulher pecadora ajoelhada penitentemente aos seus pés. Sua preocupação era com seu hospedeiro, que tinha ficado olhando para a mulher com absoluto desagrado e para Jesus com desdém. Jesus quebrou o silêncio falando, não com a mulher mas com ele: “Simão, tenho algo a te dizer.” O momento é eletrizante.
A áspera hipocrisia judiciosa do fariseu merece uma severa repreensão. Ele interpretou da pior maneira possível o comportamento da mulher porque não entra em sua mente que pessoas pecaminosas possam mudar, nem ele parece ter nenhum desejo disso. Mas a repreensão não veio. Em vez disso, Jesus conta calmamente a história dos dois devedores endividados com o mesmo credor. Um devia aproximadamente o equivalente a dois anos de salários (500 denários) e o outro cerca de dois meses (50 denários) mas porque nenhum deles era capaz de pagar, o credor perdoou os dois.
Jesus focaliza sua história perguntando a Simão qual dos dois devedores ele pensa que deveria amar mais este gracioso benfeitor. “Suponho que aquele a quem mais perdoou”, ele responde despreocupadamente (se não condescendentemente), enquanto não vê nenhum ponto na parábola, mas está querendo prosseguir na corrida. Mas Simão já está apanhado quando Jesus lhe diz que sua resposta é correta.
O Senhor aplica a parábola perguntando a Simão, “Vês esta mulher?” (Ele não tem estado olhando para outra coisa, mas não a viu.). Jesus nota que, enquanto Simão não tinha nem mesmo oferecido a ele as amenidades costumeiras devidas a um hóspede – um beijo de boas vindas, água com a qual lavar seus pés, óleo para ungir sua cabeça – a mulher ofensora tinha beijado seus pés repetidamente enquanto os ungia com óleo fragrante, tinha-os lavado com lágrimas e enxugado com seus cabelos. Então ele aperta mais seu gracioso laço quando explica a razão do seu comportamento generoso, amoroso contrastado com a indiferença desinteressada de Simão. Ela amou muito porque tinha muito a ser perdoado, seus pecados eram muitos. “Mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama”. Jesus não precisou ser mais específico. Simão já tinha julgado a si mesmo por suas próprias palavras.
O problema de Simão não era que, com poucos pecados a seu crédito, lhe tinha sido negado um verdadeiro sentido de gratidão por ser perdoado. A percepção dele de que seus pecados eram poucos é que o estava destruindo. Um homem que se concebe como sendo um modelo moral e espiritual terá grande dificuldade em lidar gentilmente com aqueles a quem ele vê como penosos fracassos morais. E ele terá igual dificuldade em sentir qualquer sentimento de gratidão para com Deus. Na verdade, os pecados de Simão eram muitos, mas ele estava cego tanto para eles como para a graça de Deus.
De modo semelhante, a alegre e pródiga apreciação da mulher não veio por ter pecado mais do que todos os outros, mas por ter entendido a verdadeira seriedade de seu fracasso moral. Seus pecados tinham sido socialmente repreensíveis, mas Saulo de Tarso, cuja vida tinha sido passada estudando e praticando a lei de Deus, também se viu como “o principal dos pecadores” e assim passou o resto de seus dias celebrando e proclamando as maravilhas da graça de Deus (1 Timóteo 1:12-17; Efésios 3:8-9). Ele, também, numa figura, caiu aos pés de Jesus, chorou com gratidão e derramou sua vida como óleo de unção.
Não estou tão certo se nesta parábola Jesus pretende dizer que os erros dos seres humanos podem ser quantificados numa escala de seriedade. Talvez os pecados de um homem podem ser mais nefandos do que os de outro. Mas qualquer que seja o caso, como a parábola torna claro, nenhum de nós pode pagar nosso débito. Estamos enredados sem esperança na transgressão e o resultado de nossos pecados, poucos ou muitos, será a morte. (Romanos 3:23; 6:23). A pessoa que vive para fazer sua própria vontade é um rebelde contra Deus, ainda que isso possa ser expressado urbanamente.
Jesus fecha sua conversa com Simão dizendo-lhe simplesmente que os muitos pecados da mulher que lhe fez tal ofensa são perdoados e então, voltando-se para a própria mulher, ele diz, “Perdoados são os teus pecados.... A tua fé te salvou; vai-te em paz”. A “mulher escarlate” deixa Jesus perdoada, cheia de amor e exultante. Até onde sabemos, Simão, “o justo” termina seu tempo com o Filho de Deus sem ser perdoado, sem misericórdia, inalterado. Talvez, tudo o que ele conseguiu pela sua experiência foi outro motivo para rejeitar Jesus. Um homem que declara perdoar pecado... quem pode acreditar numa palavra que ele diz?

Deus quer você salvo

Deus quer você salvo
Nós devíamos preocupar-nos com o bem-estar espiritual de todos. Provavelmente nos preocupamos com nosso próprio bem-estar espiritual, e está certo ficarmos tão preocupados. Na verdade, uma falta de preocupação nesta área pode ser eternamente devastadora! Deve existir. Também amamos nossas famílias, então queremos que todos nossos entes queridos sirvam ao Senhor. Também esperaria, e creio firmemente que é assim, que nos preocuparíamos uns com os outros. Não gostaríamos de saber que qualquer um dos nossos irmãos tenha recebido “em vão a graça de Deus” (2 Coríntios 6:1) nem tenha falhado a “entrar na promessa de Deus” (Hebreus 4:1).
Mas devemos lembrar que Deus “deseja que todos os homens sejam salvos”. Deus ama o mundo inteiro e deseja que todas as pessoas sejam salvas. O grande desejo de Deus sobre isso deveria influenciar fortemente nosso pensamento, nossas orações e nosso evangelismo, e o zelo com o qual abordamos todas estas coisas!
Deus gostaria que todos fossem salvos
“I sto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:3-4).
Na época que Paulo escreveu estas palavras ao evangelista Timóteo, muitos do próprio povo de Paulo, os judeus (principalmente os fariseus), estavam com preconceito uns contra os outros. Eles acreditavam que eram os favoritos privilegiados de Deus. O povo da cidade natal de Jesus até ficaram bravos com ele quando sugeriu que os gentios também poderiam ser justos e aceitáveis perantes Deus (Lucas 4:16-30). Aparentemente muitos haviam esquecido da promessa original de Deus de abençoar todas as famílias da terra através do descendente de Abraão (Gênesis 12:1-3).
Hoje em dia, há atitudes parecidas que confrontam a fé. Racismo, nacionalismo e vários partidarismos baseados em diferenças de níveis sociais ou econômicos, e muitas outras coisas, juntamente com o orgulho e o preconceito que essas atitudes limitadas podem gerar, podem deter os esforços evangelísticos. Precisamos estar atentos contra essas atitudes para não destruíre nossa caminhada com Cristo pela fé. O que você acha que Deus pensará de alguém que considera uma outra pessoa, pela qual Cristo morreu, como um nada? Deus quer que imitemos Cristo, não os fariseus! (Gálatas 3:26-29).
Conforme lhe damos com os outros, precisamos lembrar que Deus é paciente, e nós também devemos ser (2 Pedro 3:9,10; 14,15). Considere a paciência do Senhor como a salvação. Outros precisam que Deus seja paciente com eles, assim como nós também precisávamos. Deus não quer que ninguém pereça, e nós também não devemos desejar isso. Se podemos salvar nosso pior inimigo, então devemos, e devemos ficar gratos pela oportunidade, e regozijar se acontecer (Mateus 5:44-45;48).
Uma maneira
A o mesmo tempo, temos que entender que há apenas uma maneira de sermos salvos! Nesta época de tolerância de mente aberta e atitudes ecumênicas, irá provocar muita raiva e hostilidade se sugerirmos que há apenas uma maneira de ser salvo! Em nome do “pluralismo” uma posição tal que sugere que há apenas um caminho para o céu, apesar de ter base bíblica, é atacada. Em nome da diversidade, dizem-nos que há muitos caminhos que levam a Deus. O pluralismo aplaude todas as diferentes religiões. O pluralismo contemporâneo afirma que a religião judaica, a hindu, a muçulmana, a Nova Era, a igreja católica, as denominações protestantes, as diversas igrejas evangélicas, seitas e religiões nativas devem ser valorizadas igualmente; que cada um tem a sua verdade, e todos se aproximam de Deus na sua própria tradição, e todos são salvos através da sua própria doutrina. Isto é a visão politicamente correta.
No entanto, não é biblicamente correta! Entenda isso: Jesus, o Filho de Deus, disse que não é assim! Ele disse, “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6) Quem você escolhe? Jesus ou o politicamente correto: A quem você confia sua alma? Ao Filho de Deus? Ou será àqueles que o contradissem? Quantas fés há? Quantos Senhores? Quantos Deuses? (veja Efésios 4:4-6 para a resposta politicamente incorreta).

Jesus deu a si mesmo como resgate para todos
“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos” (1 Timóteo 2:5-6). Mais ninguém deu a si mesmo como resgate... e mais ninguém poderia! No nascimento de Jesus, Deus tornou-se um homem. Mais ninguém fez isso! Enquanto viveu, foi sem pecado. Novamente, isso é verdade apenas sobre Jesus. Na sua morte, sua vida e seu sangue tornaram-se um resgate para todos. Na sua ressurreição e exaltação à destra de Deus ele se tornou nosso intercessor. Ninguém mais tem nem já teve estas qualificações necessárias para ser mediador entre Deus e os pecadores! (Atos 4:12).É por isso que, por mais politicamente incorreta que seja, Jesus é a nossa única esperança.
Ouça, Jesus morreu por todos os homens e João acrescenta, “não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro” (1 João 2:2). Por isso somos encorajados, sim, é exigido de nós que ensinamos o evangelho pelas nossas palavras e ações. O evangelho de Jesus Cristo é para ser ensinado a todos porque é o poder de Deus para salvar (1 Timóteo 2:7; Romanos 1:16). Paulo foi chamado para pregar a todos; a judeus e gentios; a todos. Não havia nada desta bobagem sobre ter muitas fés, Senhores, Deuses e caminhos que levam à vida eterna. Aquilo é apenas uma invenção do homem, e o homem não pode confiar nas suas próprias promessas porque tudo está nas mãos de Deus, não dos homens.
Paulo obedeceu o evangelho, e foi esolhido para ser um pregador do evangelho como um apostolo de Jesus Cristo. Para ser um apostolo, ele havia se tornado um testemunho ocular do Cristo ressurreto. Ele proclamou uma mensagem que recebeu diretamente de Jesus Cristo pela inspiração do Espírito Santo (Gálatas 1:1).
Todas as pessoas, de todas as nações, apesar de suas origens raciais ou étnicos, precisam das boas novas de Jesus Cristo.
Obviamente, nosso desejo deve ser aquilo que Deus deseja. Devemos desejar que todos possam obedecer o evangelho e possam ser salvos. Tanto nas nossas orações quanto nos nossos desejos - temos quer manter a convicção de que Jesus deu a si mesmo como um “resgate para todos” , e que ele é o único mediador entre o homem e Deus. Se acreditarmos nessas coisas - faremos tudo que podemos para levar o evangelho a todos os homens! Esta passagem é uma reprovação aberta ao racismo e outros preconceitos que nos levam a tratar uns aos outros com desonra. Mas também é testemunha do único Salvador do mundo – Jesus Cristo, o Filho de Deus.
O ladrão na cruz
Em Lucas 23:32-43 é contada a história de Jesus e dois ladrões na cruz. Um destes ladrões mostrou uma atitude íntegra para com Jesus e lhe pediu uma bênção futura. “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” foi a resposta que Jesus lhe deu. Este é o parágrafo mais consolador da Bíblia para muitas pessoas. Para muitos, este é o modelo da conversão. Eles concluem que o ladrão foi salvo e que tudo o que se precisa fazer para se salvar hoje é, quando estiver morrendo, clamar a Jesus por misericórdia. Neste breve artigo não estamos tentando determinar se o ladrão foi salvo ou não, ou o que significa ele estar no paraíso com Jesus. Contudo, mesmo que esta conclusão de que o ladrão foi salvo fosse correto, não significa necessariamente que as pessoas podem ser salvos da mesma maneira hoje. Por quê?
Jesus ensinou outra coisa
Um motivo que a conclusão de que os homens podem ser salvos como o homem na cruz é questionada é que Jesus ensinou claramente que, para serem aceitáveis a Deus, os homens devem fazer o que Deus manda. Leia cuidadosamente Mateus 7:21-27. “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.” Assim podemos seguramente dizer que a conclusão de que os homens podem ser salvos como o ladrão da cruz não esteja em harmonia com os ensinamentos de Jesus.
A Lei de Moisés ainda tinha efeito
Outro motivo que a conclusão de que os homens podem ser salvos hoje como o ladrão na cruz é questionada é que, na época deste incidente, a Lei de Moisés ainda tinha efeito. Jesus ainda não havia morrido na hora em que esta conversa com o ladrão ocorreu. O Velho Testamento foi tirado do caminho quando Cristo morreu. Observe, por favor, que o apóstolo Paulo usou a idéia de morte e a união matrimonial para mostrar como morreu o Velho Testamento: “Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida? Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias. Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus” (Romanos 7:1-4). Efésios 2:12-16 e Colossenses 2:13-14 e outras passagens ensinam a mesma coisa. Na época em que Cristo viveu, ele podia perdoar os pecados como achasse melhor. Em Lucas 19:1-10, Jesus perdoou uma pessoa dos seus pecados. Em Mateus 9:1-8, vemos outra pessoa cujos pecados Jesus perdoou. Estes e outros Jesus podia perdoar como ele achasse melhor durante o seu ministério. Mas isso não influencia, de modo algum, a maneira em que podemos ser salvos hoje, pois tudo isso ocorreu enquanto o Velho Testamento ainda tinha efeito.
A verdade é que se pudesse comprovar que o Velho Testamento vale ainda hoje, de qualquer forma ainda não ajudaria a maioria de nós em muita coisa. A maioria que lerá este material é de descendência dos gentios e não seria inclusa nas bênçãos do Velho Testamento, pois o Velho Testamento foi dado aos judeus e somente os judeus (Deuteronômio 5:1-3). Assim, mesmo que o Velho Testamento ainda tivesse efeito hoje, a maioria dos homens não poderia ser salva como o homem na cruz.
O Novo Testamento ainda não tinha efeito
Outro motivo que a conclusão de que os homens podem ser salvos hoje como o ladrão na cruz é questionada é que o Novo Testamento ainda não tinha efeito na hora que isso ocorreu. A morte de Jesus tinha de preceder o seu testamento, para que tivesse efeito: “Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados. Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador; pois um testamento só é confirmado no caso de mortos; visto que de maneira nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador” (Hebreus 9:15-17). Assim, hoje, é impossível as pessoas serem comparáveis ao ladrão da cruz, porque ele viveu sob o Velho Testamento e os homens de hoje estão sujeitos ao Novo Testamento.
Salvos pelo evangelho
Se os homens são salvos hoje, a sua salvação tem de ser pelo evangelho (Romanos 1:16; João 8:32; Marcos 16:15,16; 1 Coríntios 15:1-3). Há muitos exemplos de conversão que ocorreram depois de Cristo morrer e o Novo Testamento se tornar efetivo. Por que não ter segurança e certeza? Em Atos 2, aprendemos que as pessoas que queriam ser salvas tinham de saber certamente que a mensagem do evangelho foi assim, e então precisavam se arrepender e ser batizadas para a remissão dos seus pecados. Em Atos 8:26-39 o homem, depois de ouvir o evangelho, acreditou e foi batizado. Em Atos 18:8 lemos, “Muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados.” O evangelho salvou os romanos quando eles o obedeceram. “Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Romanos 6:17-18).
As pessoas, hoje, precisam ouvir o evangelho, se arrepender dos seus pecados, confessar a sua fé em Cristo como o Filho de Deus, e ser batizadas para a remissão dos pecados. É um erro basear a esperança num incidente que ocorreu enquanto o Velho Testamento ainda regrava os judeus e enquanto os gentios eram estrangeiros da região de Israel e sem esperança e sem Deus neste mundo.
É lícito o divórcio?
Às vezes Jesus tratava de uma série de perguntas. Uma delas era se o divórcio era lícito. Essa pergunta tem grande valor prático, uma vez que vivemos num país em que uma grande porcentagem de casamentos acaba em divórcio.
É lícito divorciar-se? Jesus respondeu que não. “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6; Marcos 10:9). O divórcio é errado porque separa o que Deus uniu. O divórcio é errado porque prometi ficar com a minha esposa até que a morte nos separasse, e, se violar esse voto, torno-me um mentiroso. O divórcio é errado porque leva a minha esposa a cometer adultério (Mateus 5:31-32). O divórcio é errado ainda que eu não me case de novo.
Se sou divorciado, posso casar de novo? Jesus disse: “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com mulher repudiada pelo marido também comete adultério” (Lucas 16:18). Paulo explicou que a lei de Deus liga uma pessoa ao seu parceiro até a morte. Portanto, se alguém casa com uma pessoa estando ligado a outra, esse alguém comete adultério (Romanos 7:3-4). Divorciados que casarem de novo cometem adultério enquanto o cônjuge legítimo viver.
Há uma exceção a esse ensino. Jesus disse: “Não sendo por causa de relações sexuais ilícitas” (Mateus 19:9). Se alguém se divorcia por causa de relações sexuais ilícitas e se casa de novo não comete adultério. Se alguém é abandonado pelo cônjuge por qualquer motivo, entretanto, ele comete adultério ao se casar de novo. E o que abandona o seu cônjuge por outro motivo que não a prática sexual ilícita está cometendo adultério ao se casar de novo. O ensino de Jesus continua válido apesar da tentativa humana de se desviar dele.

O homem a quem faltava uma coisacateditimingo

Momentos na vida de Cristo
O homem a quem faltava uma coisa
Havia um homem notável que um dia procurou Jesus para saber como poderia ir para o céu. Parecia um homem que ansiava por endireitar a vida com Deus. Embora tivesse levado uma vida de boa qualidade, dentro dos padrões morais e com decência e fosse um homem amável, ele percebeu que ainda lhe faltava alguma coisa. Ele reconheceu que Jesus poderia atender a essa necessidade e desejou muito melhorar.
Jesus disse ao homem que só lhe faltava uma coisa. Ele precisava vender tudo o que tinha, dar o rendimento aos pobres e segui-lo.”Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades” (Marcos 10:22). É claro que o homem de fato queria ir para o céu, mas não estava disposto a pagar um preço tão alto. A reação desse homem à resposta de Jesus demonstra que Jesus tinha acertado no diagnóstico de seu problema. Sem dúvida ele amava os seus bens mais que a Deus; e ninguém pode ir para o céu sem amar a Deus acima de todas as coisas.
Reflita sobre alguns pontos importantes:  Os homens bons, sinceros, de boa moral e humildes se perderão se amarem qualquer coisa mais que a Deus. O amor não faz rodeios. Jesus amava o homem, mas lhe disse com franqueza o que precisava ouvir. ƒ Uma só coisa pode levar-nos à perdição, caso amemos isso mais que a Deus. Jesus mandaria que abríssemos mão do que? Será que amamos as nossas coisas mais que a Deus? (É fácil dizer que amamos a Deus mais que às nossas posses). Ou será que existe uma pessoa, um prazer, um alvo, um vício... que eu ame mais que a Deus? Muitos se vão embora tristes. O evangelho é exigente. Jesus exortou os homens a calcular as despesas. Poucos de fato amam a Deus mais do que a tudo; por conseguinte, poucos realmente seguem a Cristo.

“Podeis vós beber o cálice?”

“Podeis vós beber o cálice?”
“Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir. E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado? Disseram-lhe: Podemos. Tornou-lhes Jesus: Bebereis o cálice que eu bebo e recebereis o batismo com que eu sou batizado; quanto, porém, ao assentar-se à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo; porque é para aqueles a quem está preparado. Ouvindo isto, indignaram-se os dez contra Tiago e João. Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10:35-45).
O relato paralelo em Mateus 20 mostra que Salomé, mãe de Tiago e João, também estava envolvida no seu pedido. Se era inicialmente sua idéia ou idéia de seus filhos, não somos informados, mas o procedimento inteiro mostra que os discípulos de Jesus não compreenderam ainda realmente a natureza de seu propósito – nem do propósito deles.
Ele não tinha vindo à terra para a glória pessoal, mas para servir às necessidades de pecadores que estavam perdidos e morrendo. Seus apóstolos não deviam ser servidos e paparicados, mas deviam entregar-se à tarefa da redenção humana.
Quando Jesus perguntou se poderiam beber do seu cálice e serem batizados com seu batismo, responderam de modo afirmativo, mas não compreenderam o que Jesus estava falando. O “cálice” e o “batismo” deste contexto são figuras do discurso. Eles já tinham sido batizados com o batismo de água a qual Jesus foi submetido. Logo compartilhariam com ele do cálice de sua ceia memorial. Mas o cálice e o batismo de Marcos 10 eram símbolos do sofrimento. Poderiam ser imersos no sofrimento como estava prestes a acontecer com Jesus? Poderiam beber o cálice temido de Marcos 14:36? Poderiam, e iriam – mas ainda não compreenderam realmente as suas palavras.
Ao ouvir o pedido de Tiago e João por considerações especiais, os outros ficaram indignados, provavelmente não porque a idéia era repulsiva a eles, mas porque Tiago e João tiveram a idéia antes deles. Havia ainda muito a aprender, mas no tempo devido, compreenderiam completamente.