domingo, 29 de maio de 2011

CORAÇÕES DISTANTES

CORAÇÕES DISTANTES


 

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos: "Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?" "Gritamos porque perdemos a calma" disse um deles. "Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?" Questionou novamente o pensador.

"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo. E o mestre volta a perguntar: "Então não é possível falar-lhe em voz baixa?" Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu:

"Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão namoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.

E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas."

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.

COISAS DO AMOR DE MÃE

COISAS DO AMOR DE MÃE


 
Em Glasgow, Escócia, uma jovem, como muitos dos adolescentes de hoje, cansou-se de casa e das repreensões de seus pais. A filha rejeitava o estilo religioso de vida de sua família, não aceitava os conselhos e rebelou:
- Eu não aguento mais ouvir estas baboseiras e não quero seu Deus. Eu desisto. Vou-me embora!
Saiu de casa, decidida a se transformar. Em pouco tempo, entretanto, estava desanimada e incapaz de encontrar um trabalho, assim decidiu ir às ruas vender seu corpo. Os anos se passaram, seu pai morreu, sua mãe envelheceu e a filha tornou-se mais e mais entrincheirada em sua forma da vida.
Nenhum contato foi feito entre mãe e filha durante muito tempo. Um dia sua mãe, ouvindo sobre a filha, resolveu sair à sua busca. Parou em cada uma das missões de auxílio que encontrava com um pedido simples e perguntava:
- Você permitiria que eu colocasse esse retrato na parede?
Era um retrato de uma mãe, cabelos grisalhos e um pálido sorriso, com uma mensagem escrita à mão no rodapé: "Ainda amo você... Volte para casa"
Meses se passaram e nada aconteceu. Certo dia a jovem entrou em uma missão para tentar uma necessária refeição. Sentou-se distraída e seus olhos passearam através do nada até parar no quadro de avisos. Lá viu o retrato e pensou: "Poderia ser minha mãe"?
Não esperou pela refeição. Levantou-se e foi olhar o retrato mais de perto.
Era sua mãe e havia uma mensagem: "Ainda amo você... Volte para casa".
Enquanto esteve na frente do retrato, chorou. Era bom demais para ser verdade.
Era tarde da noite, mas tinha sido tocada pela mensagem e começou a caminhar em direção à sua casa. Quando chegou já era madrugada.
Estava receosa e não sabia realmente o que fazer... resolver bater a porta quando esta se abriu sozinha. Pensou que alguém deveria, furtivamente, ter entrado na casa. Preocupada com a segurança de sua mãe, a jovem correu ao quarto e a encontrou ainda dormindo. Agitou sua mãe até que acordasse e disse:
- Sou eu! Sou eu! Estou em casa!
A mãe não acreditava no que seus olhos viam. Limpou as lágrimas que rolavam e sorriu, a filha então falou:
- Fiquei preocupada! A porta estava aberta e eu pensei que alguém tivesse entrado na casa e a colocasse em perigo!
E a mãe respondeu delicadamente:
- Não querida. Desde o dia em que você partiu, essa porta nunca foi trancada.
Estas são coisas do amor de mãe!!!

VINDE A MIM

VINDE A MIM



 

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”
Mateus 11:28-30


O convite é tentador, pois o Mestre promete alívio para as dores humanas.
Também garante repouso para as almas, ao afirmar que seu jugo é suave e seu fardo é leve.
Em um mundo turbulento, alívio, repouso, suavidade e leveza são autênticos tesouros.
Em meio à correria da vida moderna, é possível ser rico de tudo, menos de paz.
Por vezes, as tarefas e os compromissos surgem esmagadores.
Na busca de sucesso e de bens materiais, as pessoas perdem a noção do que realmente importa.
As horas de trabalho são multiplicadas, talvez desnecessariamente. Para comprar um carro mais novo ou uma casa maior, abre-se mão de um precioso tempo de repouso ou meditação.
A convivência familiar torna-se algo secundário.
Garante-se que os filhos tenham acesso às melhores escolas, mas se abre mão de transmitir-lhes valores. Os jovens são instruídos, mas não educados.
Para lucrar bastante, profissionais deixam de lado à ética. Passam a ter vergonha de si próprios, enquanto ganham muito dinheiro. Com o objetivo de terem companhia, ainda que temporária muitas mulheres abdicam de sua dignidade feminina.
Para parecerem modernos jovens aceitam experimentar cigarros, bebidas e drogas. Tudo parece valer à pena, desde que seja possível surgir aos olhos alheios como bem-sucedido.
Entretanto, a alma permanece carente de paz.
As conquistas materiais cintilam, mas os seus possuidores adoecem, desenvolvem problemas de sono e distúrbios psicológicos os mais diversos.
São ricos de coisas e de distrações, mas lamentáveis em seu desequilíbrio. Estão conquistando o mundo, mas perdendo a si próprios.
Nesse contexto turbulento, convém recordar as palavras de Jesus, Ele ofereceu alívio, repouso, suavidade e leveza, são genuínos tesouros, que ninguém pode roubar.
Oscilações da Bolsa de Valores, desemprego, doenças e traições, nada conseguem afetar o verdadeiro equilíbrio espiritual.
Quem adquire paz de espírito jamais a perde.
Mas é importante observar que Jesus não apenas fez o oferecimento. Também recomendou que se aprendesse com ele, que é brando e humilde de coração. Ou seja, é preciso seguir os exemplos do Cristo, a fim de se viver em paz.
Ele enfatizou a importância da brandura e da humildade.
Assim, para não se perder nas ilusões mundanas, importa manter-se humilde.
Igualmente convém desenvolver brandura, não se imaginar em combate feroz com os semelhantes.
Não é preciso vencer ninguém para ser feliz. Instruir-se e trabalhar, pois isso é necessário à vida. Mas não gastar tempo em disputas vãs ou ilusões passageiras.
Jamais admitir corromper a própria essência, mesmo diante das maiores tentações. Havendo dúvida sobre a conduta correta, recordar a figura digna e sábia de Jesus.
Ter em mente os sublimes exemplos do Cristo é o melhor antídoto contra ilusões que apenas causam sofrimentos. Segui-los pode não ser fácil, mas eles constituem um jugo suave, na medida em que propiciam a verdadeira paz.

UMA FLOR RARA

UMA FLOR RARA



 

Havia uma jovem que tinha um marido maravilhoso, filhos perfeitos e um emprego que lhe rendia um bom salário. O problema é que ela não conseguia conciliar tudo. O trabalho e os afazeres ocupavam todo tempo e ela estava sempre em débito com os filhos e o marido. E assim, as pessoas que ela amava eram deixadas para depois até que um dia, o marido lhe deu um presente. Uma flor muito rara, da qual só havia um exemplar em todo o mundo. O marido lhe entregou o vaso com a flor e disse: - Meu bem, esta flor é muito especial. Você terá apenas que regar e a podar às vezes. Se fizer isso, ela enfeitará a casa e te dará em troca um perfume maravilhoso. A jovem ficou muito emocionada, afinal, a flor era de uma beleza rara. Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam e o trabalho consumia todo o tempo da moça. Ela chegava em casa e as flores ainda estavam lá. Não mostravam sinal de fraqueza ou morte. Então, ela passava direto. Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu. Ela chegou em casa e levou um susto! A planta, antes exuberante, estava morta, as raízes ressecadas, as flores murchas e as folhas amareladas. A jovem chorou e contou ao marido o acontecido. O homem então respondeu: -Já imaginava que isso aconteceria. Infelizmente, não posso lhe dar outra flor, porque não existe outra igual a essa. Ela era única, assim como os nossos filhos e o nosso amor. São bênçãos que o senhor te deu, mas você tem que aprender a cuidar, para que os sentimentos também não morram. Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre viçosa, sempre perfumada e se esqueceu de cuidar dela. Da mesma forma você tem feito comigo e nossos filhos.
E você, tem cuidado das flores raras que Deus te empresta, em forma de filhos, esposa, esposo, irmãos e outros familiares? Problemas surgem. O trabalho pode ser feito mais tarde. Compromissos sociais podem ser adiados, mas os filhos dependem dos cuidados constantes.
Cada pessoa é uma flor única... Não há no universo outra igual... Deus as deposita ao seu lado, confiando no seu cuidado.

QUE GOSTO TEM?

QUE GOSTO TEM?


 

O velho mestre pediu a um jovem que estava muito triste, que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
Qual é o gosto?“ perguntou o mestre.
Ruim“ disse o aprendiz.
O mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho mestre disse: Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem,o mestre perguntou: “Qual o gosto?”
Bom!!!” disse o rapaz.
Você sente o gosto do sal?” perguntou o mestre.
Não”, disse o jovem.
O mestre então sentou perto do jovem e disse: “A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor, depende de onde colocamos. Deixe de ser um copo...Torne-se um lago..."

Que o Senhor te capacite!!!

Comportamento

Construa sua história! Como sabemos, não existe ser humano sem história. E, lendo o relato de Davi, um dos mais importantes personagens bíblicos, despertei para o fato de que muitas vezes, em vez de construirmos nossa história, apenas a deixamos acontecer ou, o que é pior, permitimos que ela seja construída por outras pessoas.

Em 1 Samuel 16.11 e em 1 Crônicas 29.26-28, encontramos dois momentos distintos da vida de Davi. Na primeira passagem, ele se encontrava apascentando as ovelhas de seu pai, esquecido e desconhecido, enquanto em 1 Crônicas 29.26-28, já no final de sua vida, Davi é apresentado num momento totalmente diferente: como o rei de Israel há 40 anos, que viveu muitos anos e estava cheio de riquezas e glórias; além disso, Salomão, seu filho, herdaria o trono.

O que separa esses dois momentos distintos e distantes da vida de Davi? A resposta está na construção de uma história de vitória; história de vitória não somente por Davi terminar sua vida como rei de Israel, cheio de riquezas e glória, mas principalmente pelo que encontramos no testemunho de Paulo em Atos 13.36, sobre Davi ter cumprido o propósito de Deus para sua geração.

Lendo acerca de Davi, percebi que existem duas verdades que precisam ser conhecidas para construção de uma história de vitória.

A primeira verdade é que nós temos de ter consciência de que uma história de vitória não é construída de uma hora para outra; não se faz em um momento ou em um acontecimento. A construção de uma história vitoriosa leva tempo, requer tempo; ao contrário do que hoje se deseja: esforço mínimo, resultados grandes e imediatos.

Nós temos a tendência de olhar sempre para o sucesso das pessoas, deixando o mais importante passar despercebido: o processo que as levou a chegar onde estão. O tempo é um ingrediente fundamental, pois com ele nos preparamos, adquirimos experiência e estruturamo-nos tanto para os momentos de escassez como para os momentos de abundância, que, por incrível que pareça, ao invés de ser bênção, tem se tornado maldição na vida de muitas pessoas, por elas não terem estrutura para suportar o peso da abundância.

A segunda verdade que precisa estar clara é a possibilidade e o dever que temos de construir a nossa história. Deus me tem alertado nestes dias a responsabilizar-me por minha própria história.

O apóstolo Paulo escreveu, em Romanos 14.12, que cada um dará conta de si mesmo a Deus. Prestar conta indica que temos a possibilidade de fazer escolhas, mas também a responsabilidade pelas mesmas. Possibilidade que nos dá o direito de construir nossa história, e responsabilidade que exige de nós prestar conta dela.

Precisamos acordar para a realidade de que, por ação ou por omissão, a minha e a sua história estão sendo construídas. Esta declaração é tão importante que faço questão de fazê-la novamente: Por ação ou por omissão, a minha e a sua história estão sendo construídas!

Espero que você nunca se esqueça dessas duas verdades básicas, essenciais: leva tempo, mas você pode e deve construir a sua história. Você pode estar se perguntando: “Eu posso e sei que devo construir a minha história, mas como? O que preciso para construir uma história de vitória? Que qualidades, que características, qual é o plano, a estratégia certa?”
Encontrei na vida de Davi ingredientes que acredito serem fundamentais para uma construção forte, permanente e feliz.
Ele era um jovem que trabalhava no palácio de Saul, rei de Israel. Veja o que Saul disse sobre Davi: Eis que tenho visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente, e animoso, e homem de guerra, e sisudo em palavras, e de gentil presença; o Senhor é com ele (1 Samuel 16.18).

Essas qualidades, que comentarei a seguir, não são as únicas necessárias para se construir uma história de vitória, mas acredito serem fundamentais nesse processo que requer tempo e atitude.

A primeira característica descrita a respeito do jovem era o fato de que Davi sabia tocar um instrumento. Quando estava lendo e meditando nesse texto, o Espírito Santo me falou claramente que, para construir uma história de vitória, é necessário fazer uso do talento que Deus depositou em nós.

Em Mateus 25.14-30, encontramos a parábola dos talentos, na qual encontramos lições preciosas. A história é sobre um Senhor que distribuiu talentos a seus servos. Ele deu um talento para um, dois talentos para outro, e cinco para a outro. A primeira lição que podemos extrair é que todos nós temos pelo menos um talento. Ninguém pode queixar-se de não possuir talentos, pois Deus nos deu pelo menos um.

Jesus dá continuidade à parábola, contando que, depois de algum tempo, o Senhor voltou e pediu conta a todos os servos do que haviam feito com os talentos, independente da quantidade de talentos que cada um tinha recebido. A lição aqui é que Deus não valoriza as pessoas pela quantidade de talentos que têm, pois, como podemos perceber pelo texto, Ele pediu conta a todos os servos. Ele não pediu conta apenas ao que possuía cinco talentos, ou só ao que possuía dois. Todos tiveram de prestar contas do que fizeram com o talento recebido. E a parábola termina com o Senhor parabenizando os servos que produziram com os talentos recebidos e tirando o talento daquele que não havia feito nada com o que lhe havia sido dado. A conclusão é que, para Deus, o mais importante não é quantos talentos temos, mas o que estamos produzindo com o que nos foi dado.

Ao olharmos para a vida de Davi, vemos que ele não menosprezou o dom que recebeu e que, por fazer bom uso do seu talento, Deus moveu as circunstâncias para favorecê-lo, como podemos ver em 1 Samuel 16.16-18. Uma situação foi criada para que o talento de Davi fosse necessário. Uma pessoa que conhecia as qualificações dele foi colocada pelo Senhor no lugar exato e na hora certa para dar boas referências de Davi. O resultado todos nós conhecemos: sua habilidade de tocar harpa levou Davi até o rei Saul.

Tenho certeza de que, se você, assim como Davi, começar a fazer bom uso do talento que Deus lhe deu, na hora certa, Deus irá mover situações a seu favor, e um “simples tocar de sua harpa” vai levá-lo até o rei.

Para construir uma história de vitória, é vital fazer uso do talento que Deus colocou em nossas mãos.
Outra característica de Davi, e na qual precisamos espelhar-nos para construirmos uma história de vitória, é ser uma pessoa de valor (1 Sm 16.18). Para isso, devemos pautar nossa vida de acordo com os princípios e valores ensinados na Palavra de Deus, o que nos torna pessoas de caráter — algo indispensável para se ter uma história vencedora.

Vimos que o talento é necessário; ele nos leva a lugares altos. Mas é o nosso caráter que pode manter-nos lá. O talento nos
leva a lugares altos, mas se não tivermos o caráter como base, é impossível manter-nos firmes. O caráter fortalece o talento e sustenta o sucesso. Por quê? Porque quanto maior a altura, maior será a pressão, as resistências, e as forças contrárias que tentam impedir-nos de galgar patamares maiores. Por isso, é indispensável termos nossos valores bem definidos e pautados nos princípios que Deus estabeleceu para uma vida abundante e feliz.

Existem muitos valores e princípios que poderiam ser mencionados aqui, como o amor, a integridade e a verdade. Mas, agora quero ressaltar a obediência. Esta tem sido cada vez mais menosprezada. No entanto, ela é o caminho certo para as oportunidades; e a falta dela é o atalho para o fracasso.

A desobediência é algo tão sério que a Bíblia, nosso manual de vida e conduta, ensina que o pecado entrou no mundo pela desobediência de Adão e contaminou toda a humanidade (Rm 5.19).

E quais são os benefícios e as implicações da obediência? Davi, o homem segundo o coração de Deus, mostra-nos que ser obediente é ser inteligente. Em 1 Samuel 17.17, Jessé, pai de Davi, deu a seu filho uma ordem. Pediu que este fosse até o campo de batalha, onde os irmãos estavam, e voltasse trazendo notícias deles.

Davi tinha sete irmãos; três estavam em combate, mas nada é dito sobre o que os outros quatro estavam fazendo. O que a Bíblia diz é que Davi estava trabalhando, apascentando ovelhas, e poderia argumentar com seu pai para que este mandasse outro em seu lugar, a fim de buscar notícias dos demais. Contudo, Davi não agiu assim. Ele não murmurou, deu soco no ar, gritou ou resmungou. Simplesmente, obedeceu.

Por seguir a instrução de seu pai, Davi foi levado ao que seria a maior oportunidade de sua vida. Quando chegou à batalha, viu o gigante Golias, enfrentou-o, derrotou-o, e assim todo o povo de Israel pôde conhecer quem era Davi.

Nós podemos concluir que, no caminho da obediência, foi dado a Davi a maior oportunidade na vida. Precisamos obedecer! Obedecer aos nossos pais, nossos pastores, às leis de nosso país, ao nosso patrão, às regras da empresa. A obediência é essencial. Quando passarmos a valorizá-la, com certeza colheremos os seus bons frutos e chegaremos ao fim desejado pela oportunidade que nos será dada.

A oportunidade que você tanto deseja pode estar à distância de uma instrução. Faça como Davi, que reconheceu a importância do princípio da obediência, e construiu uma história de vitória.

A NECESSIDADE DO MINISTÉRIO MILAGROSO


“Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus”.
 Mateus 12.28

    Jesus inaugurou um tempo especial para a humanidade. Os homens que serviram a Deus haviam desejado ver esse dia. Eles pressentiam que faltava algo mais substancial; sabiam que o diabo era real e era o causador de todos os males, mas não tinham acesso ao poder divino para desfazer essas obras. Com Cristo, a obra do Pai começou a ser feita. Ele disse que os que nEle cressem fariam as mesmas coisas (Jo 14.12).
    Ele foi o primeiro a utilizar o poder do Altíssimo para libertar os oprimidos dos demônios. Até então, nenhum homem de Deus havia sido usado para expulsar os espíritos malignos, curar os enfermos e fazer o povo nascer de novo. No entanto, com a vinda do Filho de Deus, a obra completa começou a ser feita. Os demônios reagiram dizendo que ainda não era tempo de isso acontecer. Hoje, a tática deles é outra, pois afirmam que esse tempo já passou.
    As multidões, vendo os sinais que Jesus fazia no que se refere aos enfermos, lançavam-se sobre Ele, pois a virtude do Senhor curava os doentes e expulsava os demônios. Que dias felizes eram aqueles! Dias que nunca deveriam ter sofrido interrupção. Contudo, Satanás lutou e conseguiu fazer com que a Igreja passasse a ser um “clube cristão”, não uma arena de libertação de oprimidos.
    O Mestre disse que a chegada do Reino de Deus faria os demônios serem expulsos e seria conhecida pela libertação dos endemoninhados. Porém, com o passar do tempo, desde a morte de Montano, que viveu em meados do segundo século, as operações de Deus cessaram. Que tristeza! Parece que o Reino do Pai não mais chegou para a humanidade.
    Sem dúvida, pode-se afirmar que o ministério milagroso do Senhor é o único que convencerá as multidões de que o Evangelho é o poder de Deus. Onde ele for pregado como Jesus o pregava, o povo abrirá o coração e receberá o Reino verdadeiro do Altíssimo com euforia. Onde não há a manifestação do poder do Espírito Santo, não há a obra de Deus realizada, mas, sim, puro convencimento mental.
    Será que as pessoas que se dizem de Deus, mas não fazem uso da autoridade do Nome de Jesus para curar os enfermos e libertar os oprimidos, são realmente servas do Senhor? Quando elas abrirem seus olhos, chegarão à conclusão do quanto perderam por não darem crédito ao que o Mestre afirmou. Se Ele não expulsasse os demônios pelo Espírito de Deus, o Reino dos céus não teria chegado. 
    Multidões têm procurado os verdadeiros servos do Altíssimo e, quando encontram um que, de fato, serve a Deus, elas se unem a Cristo. Definitivamente, a Igreja não ganhará os perdidos com a ajuda da Filosofia, do Marketing nem da Propaganda.