quinta-feira, 2 de junho de 2011

Fé sem sangue

 

Acidentado dá entrada no pronto-socorro. Há perda contínua de sangue. A situação parece grave. Imediatamente, o acidentado é conduzido para o centro cirúrgico. Procedimentos pré-operatórios são feitos enquanto se providencia sangue.
Em seguida, vem a enfermeira trazendo a notícia fatal: não há sangue disponível. A equipe médica se desespera e grita: arranjem sangue, de qualquer maneira, do contrário, nada se poderá fazer.
Essa é a dura realidade na saúde pública.
Infelizmente, o mesmo se dá em relação ao Reino de Deus. Há gente dando entrada nos prontos-socorros (igrejas) diariamente. Mas, por conta da falta de sangue, muitos estão morrendo sem salvação.
Há muitos médicos e auxiliares: maus pastores e maus obreiros que pastoreiam a si mesmos. Gente que vive para si e faz do altar meio de vida.
O que adianta a fé sem sangue?
Para os tais, há profecia condenatória:
“Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente! Maldito aquele que retém a sua espada do sangue!” Jeremias 48.10

A bolha dela

A bolha dela

Ela era uma garota comum e, como geralmente nada muito especial acontecia em sua vida, sonhava acordada a maior parte do dia... na escola, no carro, no chuveiro e na cama.
Ela era sempre a personagem principal dos seus sonhos, e ali era amada, querida e desejada. Pelo fato de tudo isso estar bem longe da sua realidade, muitas vezes ela distanciava-se do que acontecia em seu cotidiano e refugiava-se nesses sonhos.
Cada vez que uma amiga deixava de ser uma amiga, por exemplo, ela voltava para o seu mundo de fantasias, onde ninguém poderia machucá-la, pelo contrário – ali todos a amavam.
Crescer assim parecia mais fácil para ela, mas a realidade foi se tornando cada vez mais difícil de ser encarada. Sua família mudou-se para um lugar longe de tudo e de todos que ela conhecia.
De uma hora para outra, essa menina se viu num país estranho, cercada por uma nova língua e um novo povo. Aqueles foram os piores anos de sua adolescência. As garotas do colégio eram más com ela.
“Bullying” era um jogo novo que essa menina não sabia jogar, mas, felizmente, ela sempre podia se refugiar nos seus sonhos. E assim, cada vez mais ela se fechava dentro de si mesma e não deixava ninguém entrar. Ela escutava seu walkman durante todo o dia e sonhava.
A vida de uma garota comum que achava que nunca iria chegar a lugar algum, a qual ouvia constantemente pessoas dizerem que ela era muito tímida para namorar um dia, quanto mais para casar. Essa menina que não conseguia andar de bicicleta, e tudo o que tinha eram inseguranças estampadas em seu rosto, que não sorria para estranhos ou até mesmo colegas de classe, não olhava para ninguém nos olhos - por ser muito assustador para ela, e seu mundo consistia basicamente em viver um dia após o outro…
Era eu.
Um dia encontrei Deus e com isso me vi - toda espremida em um canto - com medo de sair e ser quem eu era. Não foi fácil, estava escondida naquele canto há muito tempo. Meus olhos se abriram e eu comecei a ver as coisas de forma diferente, a acreditar em tudo aquilo que havia sido um sonho até então.
Comecei a destruir as muralhas que havia colocado ao meu redor. Aprendi a lutar. Todo o processo levou um tempo para, finalmente, me arrancar de dentro daquela bolha invisível da qual fui prisioneira durante toda a minha vida. Mas, quando eu saí, estava finalmente livre.
Livre de todas as minhas inseguranças da infância e juventude. Livre de todas as ideias erradas, acumuladas ao longo dos anos. Livre de todos os hábitos teimosos que me custaram muito no passado. Eu estava livre para ser quem eu era, a Cristiane que Deus queria que eu fosse.
Eu sugiro que você faça o mesmo, porque essa situação é bastante deprimente, ninguém pode realmente ajudá-la enquanto estiver presa a ela. Está é uma bolha diabólica que só Deus pode estourar para você.

TRATAMENTO DURO DA PARTE DO SENHOR


“Porque o SENHOR derramou sobre vós um espírito de profundo sono e fechou os vossos olhos, os profetas; e vendou os vossos líderes, os videntes.”
Isaías 29.10

    Todo aquele que ama a Deus não passa despercebido aos Seus olhos, pois Ele garante que tal pessoa será amada. Não é difícil dedicar sua vida a servir ao Senhor. Quem o faz descobre que é muito produtivo ser praticante da Palavra de Deus.
    Os que são obedientes se tornam vencedores em todos os sentidos, uma vez que seus olhos nunca serão vendados, nem os ouvidos do Senhor ficarão fechados ao seu clamor. Já os que desprezam os mandamentos divinos podem estar certos de que também terão o mesmo tratamento que dão ao Altíssimo. Que infelicidade! Uma pessoa que se desvia do amor de seu Criador será o “endereço” dos males e das tormentas do inimigo. Aqueles que não se esforçam para cumprir o plano divino não sabem que esse esforço, o qual se recusaram a empregar, será muito maior do que se tivessem feito o que Deus lhes ordenou.
    Os filhos de Israel pensavam somente no dia a dia, nas coisas da carne, na prosperidade material e, por isso, viram-se em grandes apuros. Hoje, o mesmo sucede com quem, apesar de saber da ordem de Deus, não cumpre Seus mandamentos. Muitos cristãos vivem mal, com toda a sorte de problemas, e jamais se libertarão pelo fato de serem desobedientes às divinas orientações.
    Sofre mais quem se diz pertencer a Deus, mas não dá a Ele o lugar de Senhor em sua vida, pois não existem desculpas para não cumprir as Suas ordenanças. A Bíblia é cheia de exemplos de pessoas que não vigiaram, tomaram atitudes erradas e, por isso, pagaram um alto preço. Os cumpridores da eterna Palavra têm ao seu dispor a fidelidade do Deus que nunca mente nem nega o que prometeu.
    Os israelitas caíram em profundo sono e, com isso, os seus olhos – os profetas – já não viam o que deveriam. O mesmo erro acontece em muitas congregações do mundo. Os membros passam a cultuar a prosperidade, em lugar dAquele que prospera, e a cura, em vez do Deus que cura. Os seus profetas não mais recebem do Senhor a direção.
    Naquele tempo, os mais sábios nos assuntos espirituais estavam com os olhos vendados. Exatamente assim tem ocorrido com muitas igrejas. Todos os que são do Senhor – mas desprezam Suas ordens – fazem com que os que deveriam perceber as revelações dos Céus ajam como se cegos fossem. Onde não há profecia, o povo se corrompe (Pv 29.18).
    O destempero espiritual dos israelitas levou-os a grandes sofrimentos. Não somos melhores que eles. Se agirmos com tal leviandade, receberemos o mesmo tratamento. Deus não terá por inocente aquele que se deixar enganar pelo maligno. O sábio cumpre os mandamentos, e, assim, o amor de Deus se aperfeiçoa nele.

VIDA ESCONDIDA

VIDA ESCONDIDA
“Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.”
Colossenses 3.3

    São inúmeros os benefícios de aceitar Jesus como Salvador. Um deles é estar morto para o pecado, separado das iniquidades e das demais obras da carne. Isso é algo automático na vida de todo aquele que recebe o Senhor. Os que tomaram a decisão de servir a Cristo não perecerão, desde que perseverem no Caminho, ou serão desclassificados.
    O pecado não tem domínio sobre o cristão, mas é uma coisa comum na vida dos que ainda não se converteram. Porém, há cristãos que se deixam achar pelo erro; com isso, saem da presença divina e caem nas mãos do acusador. As tentações que nos ocorrem não são algo novo, mas a velha maneira de o diabo tentar tirar-nos da presença divina. Para se manter em sua posição em Cristo, basta não dar atenção ao que o inimigo lhe mostra.
    Quem é de Deus para sempre está fora do alcance do império das trevas; contudo, faz-se necessário ter todo o cuidado para não deixar o tentador dominá-lo novamente. As suas tentações se traduzem como a única maneira de sermos tirados da presença do Pai. Aqueles que derem atenção ao que lhes for oferecido pelo diabo cairão mais cedo ou mais tarde. Por isso, não aceite nenhuma tentação, ainda que ela pareça ser aquilo de que você precisa.
    A grande verdade é que o demônio não consegue encontrar a nossa vida, pois ela está escondida com Cristo. O maligno lança as suas armadilhas, e a pessoa desprovida de sabedoria no coração as aceita. Com isso, ela é envolvida por uma paixão maléfica tão forte, que chega a mudar a sua maneira de ver as coisas, fazendo com que quem pregava contra o pecado agora o adote e o pratique.
    Apesar de tudo o que foi feito para nós e do que somos em Cristo, não estamos livres das tentações. Elas existirão enquanto estivermos neste mundo. Não se admire se surgirem, em sua vida, os desejos mais baixos, pois isso faz parte do jogo do diabo para tirá-lo do seu esconderijo, para que ele possa dominá-lo mais uma vez. Simplesmente, diga não a tudo o que é ruim espiritualmente, e você verá o valor de ser santo no Senhor.
    Não aceite tentação, porque atrás dela está a pior escravidão. Há cristãos escravos das paixões da carne e dos desejos pecaminosos, por isso irão excluir-se da salvação eterna. Ao dizer sim ao que o inimigo lhe mostra, você está dizendo não à grande salvação realizada por Cristo no Calvário. O pior é que o erro – pequeno ou grande – fará com que o diabo tenha acesso a tudo o que lhe pertence. Então, ele irá oprimi-lo de tal maneira, que você desejará partir logo para a outra vida. No entanto, o que você terá é mais sofrimento.
    Pense nisto: não compensa trocar a sua felicidade eterna por um pouco de prazer terreno, o qual não durará para sempre.

domingo, 29 de maio de 2011

O Cordeiro e os cento e quarenta e quatro mil no Monte Sião

O Cordeiro e os cento e quarenta e quatro mil no Monte Sião
"Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai. Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa. Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula."
(Apocalipse 14.1-5)
Este capítulo foi escrito especificamente para estabelecer o contraste entre os verdadeiros adoradores do Senhor Jesus Cristo e os adoradores do anticristo.
O Monte Sião, onde o Cordeiro está em pé, e com Ele os cento e quarenta e quatro mil, certamente é o Monte Sião celestial, conforme escreveu o autor da carta aos judeus cristãos: "Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia." (Hebreus 12.22)
Além do mais, não podemos esquecer de que este é o período da segunda metade da Grande Tribulação, quando o mundo está sendo assolado com a presença do anticristo. Ele também está assentado no santuário em Jerusalém, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.
A descrição do Cordeiro e dos cento e quarenta e quatro mil selados de Israel nada mais é que o inverso celestial daquilo que vimos no capítulo 13. O comportamento das duas bestas é terreno, enquanto o do Cordeiro e o dos selados de Israel são celestiais.
Apresenta-se o contraste entre o cruel e grosseiro monstro, que é o anticristo, e o Cordeiro de Deus imaculado sobre o Monte Sião. Os seguidores da besta, com a sua marca, são confrontados com a assembléia dos discípulos do Cordeiro, que têm escrito na fronte o Seu nome e o nome do Seu Pai.
Os cento e quarenta e quatro mil selados de Israel, que viveram aqui na Terra durante o período da Grande Tribulação, não puderam ser tocados pela besta. Mesmo com o domínio de todas as nações e povos, obrigando-os a adorá-la, por intermédio do falso profeta – caso contrário, sendo imediatamente executados –, ainda assim a primeira besta não conseguiu o seu intento com os selados pelo Espírito Santo: a marca de Deus!
Estes "...foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro..." (Apocalipse 14.4), razão pela qual puderam resistir vitoriosamente à fúria do anticristo. Eles se encontram agora diante do trono. Significa, portanto, que foram arrebatados para o Cordeiro, pois o Seu trono está no Céu.
É importante entendermos os dois tipos de arrebatamento, tanto o que ocorrerá com a Igreja do Senhor Jesus, quanto o que acontecerá durante o período da Grande Tribulação.
Os que morreram crendo exclusivamente no Senhor Jesus Cristo como Único Senhor e Salvador serão ressuscitados, e, em seguida, unidos aos demais cristãos vivos. Então, todos serão arrebatados juntos. O Espírito Santo ensina isto, através do apóstolo Paulo, dizendo:
"Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: Nós, os que ficarmos vivos até a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que ja dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor." (1 Tessalonicenses 4.15-17)
No próprio Apocalipse, verificamos o arrebatamento dos convertidos durante a Grande Tribulação: A besta que surge do abismo pelejará contra as duas testemunhas e as vencerá, matando-as. Mas, depois de três dias e meio, elas ressuscitarão e subirão ao Céu sob as vistas dos seus inimigos.
Os que se converteram durante a Grande Tribulação e tiveram que pagar com a própria vida, como as almas debaixo do altar (Apocalipse 11.7), estes também ressuscitarão e, em seguida, serão arrebatados.

Os cento e quarenta e quatro mil selados de Israel que foram arrebatados para o monte Sião celestial

Os cento e quarenta e quatro mil selados de Israel que foram arrebatados para o monte Sião celestial
"Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai. Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa. Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.
São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula." (Apocalipse 14.1-5).
O selo, com o nome sagrado sobre a fronte dos cento e quarenta e quatro mil revela que, mesmo em meio ao furor do anticristo, eles foram perseverantes na fé e na fidelidade ao Senhor Jesus Cristo.
Mesmo vivendo num período de devassidão moral anticristã, conservaram a pureza da fé cristã. Quanto ao fato de que "...não se macularam com mulheres, porque são castos", essa referência celibatária simboliza a qualidade moral e espiritual dos cento e quarenta e quatro mil, pois em nenhuma parte a Bíblia considera o casamento pecaminoso. Porém, a decadência dos costumes, hoje em dia, é tão grave que quando chegar a época da Grande Tribulação será quase impossível manter a santidade e os valores morais.
Entretanto, o selo de Deus os fará permanecer imaculados. Eles são absolutamente verdadeiros, porque foram redimidos: "e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula". Eles pareceram com o Cordeiro sobre o Monte Sião celestial porque em suas testas estava escrito o nome dEle e do Seu Pai.
A mentira tem sido a mãe de todos os demais pecados, pois quem mente é capaz de cometer qualquer outro pecado, como roubar, adulterar, prostituir-se; enfim, tudo o mais que o diabo, pai da mentira, gosta.
O Senhor Jesus disse: "e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8.32). Isso mostra que a verdade interior nos atrai para o campo de ação do poder do Senhor Jesus, que é a Verdade, conforme João 14.6. Mas a pessoa que se vale da mentira procura se esconder nas trevas do seu pai, o diabo.
Durante o período em que os cento e quarenta e quatro mil selados de Israel viveram sob o governo do anticristo, eles experimentaram a verdadeira crença no Senhor Jesus, foram selados com o Espírito Santo e se tornaram semelhantes ao Cordeiro de Deus.
Estas puras e verdadeiras primícias de Israel, apesar de terem a mentalidade da noiva, não farão parte da Igreja-noiva, pois esta já estará ataviada e preparada para as bodas do Cordeiro.
Também não se encontram sobre tronos, mas diante do trono, do mesmo modo que a multidão inumerável dentre todos os povos e línguas (Apocalipse 7.9). Lá, os selados de Israel entoam um "novo cântico", que é o seu próprio, pois está dito: "Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra" (Apocalipse 14.3).
Apesar de não serem ligados ao trono, como os quatro seres viventes, nem estarem sentados sobre tronos, como os vinte e quatro anciãos, que são a Igreja, eles têm um motivo extraordinário para esse cântico singular.
Em virtude de estarem selados, eles venceram, na provação extrema da sua fé cristã, a besta, o anticristo! Não é de admirar que esse maravilhoso cântico seja precedido por um indescritível prelúdio: "Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa" (Apocalipse 14.2).
A PRIMEIRA VOZ
"Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas" (Apocalipse 14.6,7).
A partir da primeira voz, o apóstolo João volta os seus olhos para os acontecimentos na Terra. E, então, vê o primeiro dos seis anjos voando pelo meio do céu. Pela continuação, podemos verificar seis anjos, que agora têm a proclamar uma mensagem desde o céu.
Trata-se de um grupo de anjos que se poderia chamar de grupo de juízo, em cujo meio se manifesta a santa e julgadora majestade de Deus. Eles anunciam e executam os Seus juízos durante a Grande Tribulação, porque falam da maldição eterna.
Mas isso acontece sob outra perspectiva, a da pregação do Evangelho. Significa dizer que quando não houver mais ninguém na Terra para pregar o Evangelho, pois todos os convertidos, incluindo os selados de Israel, a essa altura já terão sido arrebatados, os anjos, que não podem ser tocados pelo anticristo, pregarão o Evangelho.
Figuradamente, eles terão seu púlpito em meio ao céu, e todas as nações, tribos e línguas serão obrigadas a ouvir a sua mensagem! O inferno, certamente, ficará enfurecido como nunca, pois a Palavra de Deus não pode jamais ser algemada.
E a mensagem deste primeiro anjo é: "Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas" (Apocalipse 14.7).
A pregação desse primeiro anjo anunciando o juízo de Deus acontece no limite entre o tempo e o princípio da eternidade, pois, no versículo quatorze, vemos a volta do Senhor: "Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada" (Apocalipse 14.14).
Quando o apóstolo menciona que o anjo prega "um evangelho eterno" (Apocalipse 14.6), devemos lembrar que a palavra "evangelho", no sentido do Novo Testamento, significa "boa-nova". Esta, por sua vez, tem diferentes aspectos divinos:
1) Em primeiro lugar, o Evangelho é a boa-nova de que o Senhor Jesus Cristo morreu no Calvário pelos pecados do mundo, e aquele que assume a sua fé neste sacrifício do Senhor, em seu lugar, é justificado perante Deus-Pai, pela ressurreição do Senhor Jesus. Este é o chamado "Evangelho de Deus" (Romanos 1.1) e "Evangelho de Cristo" (2 Coríntios 10.14). É também chamado de "Evangelho da graça de Deus" (Atos 20.24), porque salva os que são malditos pela Lei. Além disso, é chamado de "Evangelho da glória" (1 Timóteo 1.11) e de "Evangelho da vossa salvação" (Efésios 1.1-13).
2) Mas a boa-nova é também chamada de "Evangelho do Reino". O Senhor Jesus pregou-o durante o Seu ministério terreno: "Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo" (Mateus 4.23).
O Evangelho do Reino é a mensagem de que Deus vai estabelecer nesta Terra o Reino de Cristo, do Filho de Davi, como cumprimento da aliança com Davi. Por isso, João Batista anunciava: "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mateus 3.2).

A Primeira e a Segunda Vozes


“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”
(Apocalipse 14.6,7)
Conforme falamos na edição passada, o Evangelho do Reino é a mensagem de que Deus vai estabelecer nesta Terra o Reino de Cristo, do Filho de Davi, como cumprimento da aliança com Davi. Por isso João Batista anunciava: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 3.2).
Também, no Antigo Testamento, essa mensagem foi anunciada pelo profeta Isaías, e, mais tarde, especialmente pelo próprio Senhor Jesus:
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.”
(Isaías 9.6,7)
“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.”
(Mateus 9.35)
Se naquele tempo todo o Israel tivesse se convertido, o Reino dos Céus teria sido estabelecido na Terra, e o Messias teria iniciado o Seu reinado.
Cremos que este Evangelho do Reino será anunciado pelos cento e quarenta e quatro mil selados em todo o mundo, durante a Grande Tribulação, após o encerramento da pregação do Evangelho da graça.

Mas aqueles que se converterem nesse período serão exterminados quase que imediatamente. É através desse contexto que devemos entender as palavras do Senhor: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24.14).
Quando João viu o outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um Evangelho Eterno para pregar, significa o anúncio do juízo divino sobre todo o mal realizado durante a Grande Tribulação.
A palavra “evangelho” engloba, portanto, diferentes resultados da boa-nova. Mas o fato de que Deus fez anunciar tanto a boa-nova do Evangelho da graça, quanto a do Evangelho do Reino futuro, e do juízo divino, não significa que exista mais que um Evangelho da salvação, pois a graça é o fundamento de todas as dispensações, e, em todas as circunstâncias, é o único caminho para a salvação do pecador.
Conta a história que Martinho Lutero não apreciava muito o Apocalipse, pois tinha a impressão de que o espírito desse livro não combinava com o Evangelho. De fato, o Apocalipse focaliza o Evangelho do juízo divino, porém, objetivando o Evangelho da graça.
É importante sabermos que o Evangelho do Reino, em contraste com o Evangelho Eterno, será pregado a todos os povos durante a Grande Tribulação. E através de quem isso poderia acontecer, a não ser em primeiro lugar pelos cento e quarenta e quatro mil selados, antes que sejam arrebatados, e pela grande multidão inumerável de cristãos, antes que sejam executados?
O resultado da pregação será, então, o juízo sobre as nações, por ocasião da volta do Senhor Jesus Cristo. A respeito disso, o próprio Senhor fala sobre os tempos finais:
“Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas.”
(Mateus 25.31,32)
Nesse julgamento do Reino, os povos serão julgados de acordo com o que fizeram com o Evangelho do Reino, o que fizeram ou não a Israel, pois “…sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25.40).
O Evangelho Eterno é assim chamado porque procede do Deus Eterno, e o seu julgamento produz fatos eternos que jamais serão mudados. É o que está escrito:
“A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome.”
(Apocalipse 14.11)
A SEGUNDA VOZ
“Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.”
(Apocalipse 14.8)
Nessa segunda voz é destacado um “outro anjo”, o qual prossegue com a mensagem do primeiro anjo. Ele anuncia o resultado da vitória alcançada pelo Cordeiro de Deus na cruz, que se encontra justamente diante da revelação visível: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações ...” .
Mas esta é uma revelação antecipada daquilo que começa a se cumprir com a Babilônia, sendo que a execução do juízo sobre ela é mostrada nos capítulos 17 e 18.
Podemos, entretanto, adiantar que o objetivo do anúncio antecipado, nessa segunda voz, é uma advertência para os crentes incrédulos: “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Apocalipse 18.4).
Isso torna mais uma vez patente o esforço da graça de Deus, em meio aos terríveis juízos, tendo em vista que o primeiro anjo acrescenta: “… é chegada a hora do seu juízo” (Apocalipse 14.7).
A advertência é tão mais insistente porque Deus mesmo anuncia, por intermédio dos Seus anjos, que toda a Babilônia caiu. A besta, sobre a qual está assentada uma mulher, o poder político mundial anticristão ligado à religião unificada, isto é, ao ecumenismo, caiu.
A dupla afirmação: “Caiu, caiu…” (Apocalipse 14.8; 18.2) mostra quão abrangente e completa é a sua queda. A Babilônia tem o seu começo na construção da Torre de Babel, conforme o capítulo 11 do livro de Gênesis.
E foi a partir de lá que satanás projetou um sistema religioso pelo qual as pessoas matariam ou morreriam por ele. Esse sistema espiritual levaria as pessoas a uma religiosidade aparentemente correta, porém interiormente contrária à fé no Deus vivo.
Esse sistema se desenvolveu tanto que se transformou em um verdadeiro império político, econômico e religioso mundial. Com a constante evasão dos seus fiéis, entretanto, um dos líderes supremos da Babilônia, já falecido, determinou para o próximo milênio que os seus comandados trabalhassem no sentido de unificar todas as religiões sob a direção de um sucessor seu, nascendo daí o ecumenismo.
Babilônia significa o cristianismo social, aparente e exteriorizado, comprometido com o poder político deste mundo e a unificação de todas as religiões. Para ela, a Bíblia não é a regra de fé e prática.
A doutrina da Babilônia é diabolicamente inspirada dentro dos princípios e regras que interessam aos seus objetivos, e está em pleno funcionamento. Quando, porém, quando ocorrer o arrebatamento da Igreja do Senhor Jesus, aqueles cristãos enganados por ela cairão em si. Mas será tarde demais.
Os que foram iludidos pela “grande prostituta”, se quiserem mesmo a salvação eterna, serão executados pelo anticristo. E aqueles que quiserem se manter vivos por mais algum tempo sofrerão os juízos de Deus.